Ok, esse é mais um blog escrito por uma grávida na tentativa de minimizar os efeitos da ansiedade intrínsecos à condição sem recorrer à medicamentos ansiolíticos, obviamente contra-indicados durante a gravidez e lactação.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Marina, Maroca, Nina, Mari, Maricota... <3

Não sei o que está havendo, mas há alguns dias tenho sentido cólicas. Não são fortes, mas são constantes e até ontem não tava dando bola pra elas, porém hoje pela manhã elas me incomodaram mais que o normal. Liguei pra obstetra, ela pediu repouso, receitou buscopan e disse que se eu conseguisse antecipar a ultrassom que faria daqui a duas semanas, seria uma boa idéia. Logo liguei para a clínica de ultra-som e fui lá na mesma hora. O médico achou que o bebê e a placenta tavam normais e ainda arriscou com quase 100% de certeza que é uma menininha =)

Com o resultado em mãos, fui na obstetra. Ela tá desconfiando de uma infeção urinária ainda assintomática e amanhã de manhã vou fazer os exames de sumário e cultura de urina. Por via das dúvidas, ela palpou meu colo do útero, mas felizmente tá fechadinho, sem nenhum sinal de dilatação precoce.

E esse negócio me deu um medo danado de perder minha menininha, um sentimento muito estranho. Estranho porque antes de engravidar, eu não entendia como as mulheres sofriam tanto em perder uma gravidez de poucos meses. Eu conseguia entender o sofrimento de quem perdia um bebê em estado avançado de gestação, mas achava que até os seis meses o vínculo de amor entre mãe e bebê ainda não existia. Mas fiquei quase apavorada e pensar em perder o bebê já me deixou com um nó na garganta daqueles, sabe?

E aí eu me lembro que esse talvez seja o primeiro trabalho que Marina ainda vai me dar. Hoje tive medo de perde-la por causa de uma cólica, daqui a um ano poderá ser uma virose, daqui a três, talvez, uma queda, daqui a dez a primeira excursão com a escola, daqui a treze a primeira festinha... daqui a quarenta uma febre que não passa. Enfim algo me diz que meu sossego acabou oficialmente hoje... =~)

7 comentários:

Clarice Concê disse...

ô, bi, vai ser a falta de sossego mais feliz, tu vai ver.
:~)
e eu vou ficar cheia de sobrinha pra ensinar a importância de sapatos, bolsas e acessórios em geral (porque com esses pais largados, alguém tem que salvar a menina :P). dar todos os livros mais bonitos do mundo. e estragar muito ^^

Hugo Leonardo disse...

Faltou citar a gravidez daqui a uns 25 anos ;D
Bjitos pra ti e pra Marina!

Nina disse...

Beta, esse texto, em especial, me emocionou muito. Bem disseste "meu sossego acabou hoje". É isso mesmo. Não que nos tornemos umas neuróticas com os filhos. Mas é certo que uma certa preocupação nos acompanhará pelo resto dos nossos dias... fazer o quê? isso faz parte do instinto materno.

Uma beijoca bem grandona em ti em outra em Marina.

Anônimo disse...

Binha, heheh achei a resposta, que delicia, vc vai ver como são fofas as meninas, e como são ingratas tb, porque num certo momento elas esquecem quem as carregou por 9 meses e ficam só querendo o pai, no maior amor com o pai, e a gente só serve pra quando elas estao com medo ou muito enjoadas hahahaha. Lindo nome, e vc disse a verdade, nosso sossego acabou. Nao é engraçado como agora entendemos as neuras das nossas maes, que a gente odiava?

Dita disse...

Minha sobrinha linda! Amo desde do dia em que eu soube...! Abiiiga, tô tão feliz!! Mas vê se relaxa um pouquinho, meu bem!
Mal posso esperar pra enche-la de brebotes!! heauhuahuha
:* Te amo Binha, te amo Marina!!

Unknown disse...

Eita que esse texto me emocionou muito!
E adorei esse desfecho :P, calma lá que o sossego acaba, mas, como dizem por aí: "ser mãe é padecer no paraíso" :)

... disse...

Mozinha, ai dela se só ficar querendo o pai. Vou gostar não =P