Ok, esse é mais um blog escrito por uma grávida na tentativa de minimizar os efeitos da ansiedade intrínsecos à condição sem recorrer à medicamentos ansiolíticos, obviamente contra-indicados durante a gravidez e lactação.

domingo, 17 de agosto de 2008

freaking out

Eu, definitivamente, perco tempo muito tempo lendo sobre um monte de bobagens na internet (vide as várias horas que passei navegando em sites de compras nos States ontem à noite) mas acho que tudo isso é pra não surtar pensando que dezembro se aproxima e que minha vida vai mudar completamente. Eu tô assustada, medão mesmo. Eu, que nunca fui chegada a responsabilidades, abracei a maior que poderia ter na vida and there's no way back. Em tudo que fiz na vida, sempre deixei uma brechinha pra voltar atrás e é muito assustador não ter mais essa opção. Isso não me deixa menos feliz com a chegada dela, não me entendam mal, mas a mãe que não sentiu um frio na barriga ao pensar na responsabilidade que estava por vir deve ser por demais corajosa - ou então, nem imagina o que a espera.

Escuto o tempo todo as pessoas me chamando de corajosa ao saberem que eu não quero fazer uma cesariana e eu acho isso muito engraçado, porque coragem mesmo é engravidar, colocar mais gente nesse mundo doido e se responsabilizar por essas pessoas que a gente não tem a menor idéia de como serão até que elas possam tomar as rédeas da própria vida. E eu acho que muitas mulheres - e homens também, por que não? - subestimam demais essa tarefa porque ter filhos depois de uma certa idade parece a coisa mais natural do mundo, a sociedade espera isso de nós e cada um que se vire com seus pacotinhos.

7 comentários:

Marcelo disse...

Acho que tudo isso se esquece depois que se ouve o primeiro "mama" ou "papa". =) It's a blessing.

Anônimo disse...

Olá Roberta!
Você mora aqui em Recife. Vi vc fazendo referências ao hospital Santa Joana, Dr. Etevaldo. Estou grávida de 15 semanas e sutei tb ao conferir que as maternidades daqui qse não se faz parto normal. Quem é sua médica? Podemos trocar idéias? Meu msn é lu_campelo@hotmail.com
Beijos

Michael disse...

Binha,
Muita gente nao se preocupa também com essa responsabilidade, essa é a verdade. Pessoas que acham que colocar filho no mundo é fácil, só dar comida e ta bom. Pra essas pessoas, qual o medo? Nenhum, aí então fazem um, dois, tres, quatro. Ou tem as que fazem um, mas também não estão nem aí, não mudam em nada sua vida, deixam na mão dos outros...

Mas eu te digo, quando eu estava grávida eu pensava exatamente assim, pois voce nao tem a Manu ainda nos braços, a você só resta imaginar e pensar como vai ser. E como saber? Não tem como, só no dia que ela lhe der um sorriso... nem digo logo que nascer, pois o primeiro mês é muito difícil, e você ainda vai se perguntar, "Ai meu Deus o que eu fui fazer?" Esse seu momento é mesmo de refletir, se acostumar com a idéia que não é fácil, afinal por isso que demora 9 meses pra sair, se saisse logo, a gente devolvia no segundo mês hahahaha

Anônimo disse...

Binha, esse michael sou eu viu, é que meu amigo deixou logado na conta dele e eu nem vi hahahahahaha Beijão

Anônimo disse...

Binha e ainda confundi o nome dela com o da fiha de outra amiga grávida, Manu não, Marina! hahahah to doidona hj

Anônimo disse...

Oi Roberta,

Sou Luciana Cibelle, amiga de Dani Padilha. A galega mandou um e-mail pra mim hoje, com a sua última declaração sobre sua gravidez postada no blog. Fiquei tão mexida com suas palavras que pedi a ela o seu endereço pra te mandar uma msg, mesmo sem te conhecer.

Tenho hoje 38 anos(geminiana como você) e uma filha de seis, a Cléo. Quando fiquei grávida, aos 31 anos, passei por uma série de dúvidas também. Eu sempre achava que só deveria ter filhos, quando pudesse me sustentar e sustentar o bebê sem depender financeiramente de marido, sem ter que pedir pensão alimentícia...Nunca quis produção independente ou coisas do tipo. Apesar de ser detentora de uma liberdade que assusta os homens, nunca achei que formar uma família seria algo que me deixaria tolhida. Bom, assim foi...Estudei, me formei, fiz mestrado, namorei muuiitooo. E aí encontrei o pai de minha filha, 09 anos mais velho, já separado e pai de dois filhos lindos. Juntamos as escovas de dentes e vivemos uma relação que me fez crescer como mulher e como pessoa. Mas sabe quando você, mesmo amando, tem certeza que aquela não é a pessoa que vai te fazer feliz. E neste processo, Cléo foi concebida. Ufa!!! Complicado, complicado...Eu não sabia se ficava feliz ou em depressão. Como eu poderia estar grávida de alguém, que eu amava, mas sabia que não era a PESSOA. Maluco isso. Enfim, com 04 meses de gestação, resolvi terminar a relação. Meu pai quase enfarta, pois ele sempre foi contra a relação, mas não entendia como depois de eu ter brigado com mundo para ficar com aquele homem, eu poderia tomar esta atitude grávida. Só lembro do que disse ao meu pai: QUERO SER FELIZ!!!

E olha, sou muito feliz com a minha filha. Claro que existiram e existem muitos percalços neste caminho. Porque na minha inocência e diante da minha condição de independência financeira, eu acreditava que estaria tudo bem.Mas não estava, Depressão pré e pós-parto não faltavam na minha casa e dentro de mim. Ainda hoje tenho umas coisas mal arrumadas aqui por dentro. Abri mão de muitas coisas, assumi e assumo tudo sozinha. Ele não aceitou a separação e até hoje a relação dele com a filha é muito difícil. As farras, os barzinhos, as viagens que eu vivia fazendo tiveram que se adaptar a uma nova realidade, que eu havia escolhido. É assim até hoje e tenho certeza de que será pelo resto da vida. Até pra levar um namorado em casa tem que ser hoje algo muito pensado e elaborado.

Não sou daquelas mulheres malucas que acreditam que a maternidade é algo intríseco ao ser mulher. Ou que tem que abrir mão de tudo pelo filho. De jeito nenhum.

Tem horas em que é muito chato mesmo ser mãe. Difícil. Dá vontade de fugir. Estou até fazendo Acumpuntura, pra trabalhar minha paciência. Olha, com 38, solteira, independente, podendo sair do trabalho direto pra farra na sexta-feira e ter que voltar, porque tem uma fofa de 06 anos te esperando em casa...nem sempre é o que desejo.

Mas vou te dizer uma coisa: a minha filha me trouxe LIBERDADE!!!! É querida, LIBERDADE!!! Incrível, mas é assim que sinto. É muito estranho isso, porque não sei explicar que sensação é esta.

Não tem nada melhor do que você receber um beijo, um sorriso e um "mãe, eu te amo do fundo do meu coração" todos os dias ao chegar do trabalho, mesmo quando antes de deixá-la na escola, eu já briguei com ela, porque não quer comer, é lenta, sempre me atrasa.
O AMOR é inexplicável, gratuito, sem cobranças mesquinhas. Ver sua prole crescendo...Chorei quando Cléo deu cinco passos sozinha aos 10 meses ( ela sempre foi precoce). Hoje ela fez uma apresentação de teatro na escola, sobre a Lenda da Iara. Eu não pude ir por causa do trabalho - isso é o que hoje me causa dor - mas sabe o que ela faz: pensa que fica triste? Que nada! Ela diz: mãe quer saber como foi meu dia na escola?
Aí nos sentamos na cozinha enquanto eu como alguma coisa e ela me conta tudo que aconteceu e, depois diz: mãe, você gostou? Eu te amo! Ela já tem paquerinhas, pode?

Como entendo as suas dúvidas...Mas tente curtir cada momento novo, cada chute na barriga, pois todos são diferentes e nenhum deles tem BIS. Coloque música pro seu bebê dormir, leia estórias, conte estórias, fale com Marina. Tenho certeza de que aos poucos você estará adqüirindo mais tranqüilidade emocional pra lidar com essa ebulição de sentimentos. E Viva a Vida e Deixe Viver.
Desejo-lhe muitas felicidades no parto e durante toda a sua vida com Marina.

Luciana Cibelle

... disse...

Luciana, eu vou imprimir teu comentario e colocar dentro da minha bolsa. Eu penso tanto nessas coisas, às vezes me sinto até mal, como se eu não, já de agora, fosse uma boa mãe. Não há de ser fácil, mas ninguem disse que era, né?
Beijos, querida! Volte sempre!
(deixa teu email da proxima vez)